Uso do Tabaco

Postado por Ana Maria Paiva em 20/Apr/2013 - Sem Comentários

Parece incrível, porém Catarina de Médicis, Rainha da França, foi quem lançou, no século XVI, a moda do tabaco de rapé, aconselhada por seu médico particular, Dr. Nicot (da onde deriva o nome da substância Nicotina), a cheirá-lo como remédio para suas frequentes enxaquecas. Desde então as caixinhas de tabaco transformaram-se em acessório indispensável e inclusive como objeto de status social. Daí o fato de várias cidades da França, nesta época, terem tido grande desenvolvimento econômico graças às fábricas onde tais objetos eram feitos. Diversos modelos foram lançados, uma vez que cada pessoa possuía varias peças usadas em ocasiões distintas. Algumas destas de tartaruga com imbuídos de marfim ou ouro davam nobreza a quem as portasse.

Por volta do século XVII, um italiano de nome Fagnani lançou no mercado suas “tabaqueiras escândalo”, onde estavam reproduzidos os acontecimentos galantes dos personagens públicos da época com sucesso total.

Mas o auge das tabaqueiras ou caixas de rapé foi no século XVIII onde foram fabricados diversos formatos ovalados, quadrados, em metal esmaltado, cerâmica decorada, madeira lacada, jaspe, ágata, bom ouro e brilhantes de fábricas como capodimonte, sèvres, chantilly ou Meissen.

Já no século XIX a tabaqueira foi ofertada a personalidades sociais como símbolo de amizade, reconhecimento diplomático e também de amor entre casais. Célebres cantoras e bailarinas que triunfavam nos teatros eram presenteadas pelos seus admiradores que mandavam gravar os seus nomes ou retratos em miniaturas circundados por brilhantes.

Para os colecionadores as tabaqueiras dividiam-se em “eclesiásticas”, geralmente em tons austeros feitas de corno ou tartaruga e com retratos de pontífices e cardeais ou fundo religioso. Diplomáticas, as mais requintadas, ofertadas a embaixadores e soberanos para ganhar seus favores e Históricas, com cenas de batalhas ou acontecimentos memoráveis e até retratos de família.

 

Hábito de Fumar

No século XVI chegou a toda na Europa o hábito de fumar através do cachimbo e com ele veio a necessidade de ter ao alcance o “Lume” e, como ainda não existiam os fósforos (inventados no século XIX), tiveram que inventar uma máquina automática que o proporcionasse.

Os primeiros isqueiros eram toscos e seu mecanismo simples provinha do mesmo que utilizava para incendiar a pólvora de uma espingarda: uma rodinha ou uma lâmina de aço, girando batia na pederneira da qual saltava uma chispa que incendiava a chamada isca (ou pavio).

Os primeiros exemplares simples de ferro batido, que se seguiram no século XIX, eram modelos mais elaborados em prata gravada e cinzelada, com alguns ligados também a relógios. Com o passar do tempo e já inflamados por reações químicas as demais formas de isqueiros sofreram variações ditadas pelo seu uso ou estilo em voga, era de mesa, de bolso ou para serem guardados em estojos.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!


Desenvolvido por VegasDigital